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Produtos para tratamento anti-rugas podem fazer mal à pele; ou não fazer nada


Uma má notícia e outra idem para quem, há anos, se lambuza com cremes anti-rugas. A má: os ácidos que lhes servem de matéria-prima básica podem fazer mal à pele. A idem: a concentração de ácidos, vitaminas e similares na maioria dos produtos, ao contrário do que apregoa a propaganda, é tão baixa que sua ação se torna inócua. Em outras palavras, os cosméticos podem produzir efeito contrário ao desejado ou, na melhor das hipóteses, não produzir efeito algum. Os vilões da história são os alfa-hidroxiácidos (AHA), denominação genérica para ácido glicólico, láctico e cítrico – todos ingredientes conhecidíssimos das loucas por um tratamento facial. Apoiada em pesquisas de diversos órgãos, entre eles a Food and Drug Administration (FDA), a agência que controla os medicamentos nos Estados Unidos, a Comissão Européia anunciou na semana passada que vai tomar providências para reduzir drasticamente a concentração máxima permitida de AHA nos cosméticos – hoje limitada, de modo geral, a 10% – e exigir que os produtos tragam, no rótulo, uma lista das reações adversas.
Segundo as pesquisas, os mesmos AHA que a curto prazo rejuvenescem a pele, a longo prazo fazem com que ela envelheça mais radicalmente ainda. Ácidos como o glicólico e o láctico descamam a camada mais superficial da pele, removendo as células mortas. O problema é que a pele que vem à tona é também mais sensível aos raios ultravioleta e, conseqüentemente, à ação do tempo. "A epiderme se torna muito fina, as glândulas que a protegem produzem menos e os vasos sanguíneos ficam muito superficiais. De tão sensível, a pele acaba não tolerando mais fatores externos como calor, vapor e sol", explica a dermatologista paulista Mônica Aribi Fiszbaum. Ao contrário do que fazia há dez anos, hoje Mônica não receita uso diário de cremes que contenham alfa-hidroxiácidos e recomenda uso constante de filtro solar com grau 15 de proteção.

Usar cosméticos comerciais costuma ser como o segundo casamento: um triunfo da esperança sobre a experiência. Potes atraentes, ingredientes sofisticados e o imenso desejo de que funcionem, mesmo quando o uso constante indica o contrário, são quase irresistíveis para grande parte das mulheres. Um teste feito pela revista Time e publicado na semana passada confirmou o que muita gente já desconfiava: o rótulo na maioria das vezes não corresponde ao conteúdo. Testado em laboratório por encomenda da revista, o popular Anti-Gravity da Clinique mostrou esqualidez em seus principais componentes: "Nível mínimo de vitamina C e 0,87% de E". No Crème de la Mer, um dos cosméticos mais caros do mundo (155 dólares o pote de 57 miligramas), o forte da fórmula, um composto de vitamina E, revelou-se "quase imperceptível". A conclusão da Time é que a maioria desses cremes de fato melhora a aparência da pele. Mas isso, provavelmente, deve-se menos aos ingredientes milagrosos e mais aos "componentes prosaicos", como hidratantes. Ou seja, nada que justifique tanto preço na etiqueta.

Fonte: http://veja.abril.com.br/

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